Com menos expositores, a Labace (feira de jatos executivos em São Paulo) apresenta o Challenger 3500 como o maior destaque da edição deste ano. Na terça-feira (4), primeiro dia do evento, visitantes faziam fila para entrar no avião, fabricado pela Bombardier e avaliado em US$ 29,5 milhões (pouco mais de R$ 150 milhões na cotação atual).

A empresa canadense tenta expandir a presença na América Latina, onde possui cerca de 700 aeronaves voando. Segundo Heron Nobre, diretor de vendas da Bombardier para o Brasil, o país é atualmente o principal mercado na região e o segundo maior do mundo, atrás somente dos Estados Unidos.

De acordo com Nobre, a recente alta no preço do petróleo, que encareceu o QAV (querosene de aviação), não reduziu o apetite dos clientes.

"Muita gente achava que, passasse a pandemia, a aviação executiva pararia [de crescer]. Não parou, não, continua muito movimentada, e esse problema de oscilação de combustível não teve impacto. Até o momento, a gente não sentiu nada, porque, particularmente, acredito que é uma coisa sazonal", afirma.

O Challenger 3500, exposto pela Bombardier na Labace, tem alcance de 3.400 milhas náuticas (quase 6.300 km), distância suficiente para ir de São Paulo a qualquer outro destino na América do Sul.