No geral, os volumes de cerveja do grupo Heineken globalmente apresentaram queda de 3,4%, para 41,5 milhões de hectolitros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O clima mais frio, que dificulta a venda de cerveja, apertou os resultados da Heineken no Brasil. Segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, os volumes da companhia no Brasil caíram um dígito médio (entre 4% e 6%) no primeiro semestre na comparação anual. Ainda por aqui, a receita líquida da empresa cresceu um dígito baixo, amparado por ganhos de preço no período. O clima também chegou a ser apontado como um desafio pela Ambev na semana passada, em balanço. Segundo a Heineken, a categoria cerveja no Brasil teve uma queda de um dígito médio no semestre em termos de venda. A empresa ponderou que as tendências do setor melhoraram no final do segundo trimestre. “A composição de preços positiva impulsionou o crescimento da receita. A melhoria na composição de clientes e canais, as iniciativas de produtividade e a otimização da cadeia de suprimentos após a inauguração da cervejaria Passos levaram a um forte crescimento do lucro operacional”, disse a Heineken, em balanço, sobre a operação no Brasil. Já Amstel continuou a apresentar um desempenho considerado positivo no semestre, com a Amstel Ultra mais que dobrando o volume. “A marca Heineken manteve sua liderança no segmento premium. Nosso portfólio de cervejas sem glúten cresceu em meados de 30%, impulsionado pelo aumento de dois dígitos no volume da Heineken 0.0, pelo volume da Sol Zero mais que dobrando e pelo lançamento da Heineken Ultimate 3.5%, uma opção sem glúten no segmento premium”, disse. No geral, os volumes de cerveja do grupo Heineken globalmente apresentaram queda de 3,4%, para 41,5 milhões de hectolitros. Segundo a empresa, o resultado foi influenciado por uma demanda ainda tímida no Brasil, assim como México e nos Estados Unidos. Em nota, Harold van den Broek, diretor financeiro da Heineken e membro do conselho, disse que no primeiro semestre a cervejaria acelerou a execução do EverGreen 2030, o programa de redução de despesas e ganho de eficiência. “Obtivemos crescimento de volume e uma expansão robusta do lucro operacional, com todas as cinco marcas globais em crescimento e um bom ritmo em nossos portfólios de cervejas premium e não premium. Tomamos medidas significativas para impulsionar a produtividade e construir capacidades adequadas ao futuro, garantindo que impulsionemos ainda mais o crescimento de forma eficiente. Confiamos em nossa estratégia e progresso, mas permanecemos prudentes diante da incerteza macroeconômica e geopolítica contínua. Reiteramos nossa projeção de crescimento do lucro operacional para o ano todo, de 2% a 6%”, disse o executivo. O executivo afirmou ainda que a empresa está ansiosa para dar boas-vindas ao brasileiro Rafa Oliveira como CEO em 1º de outubro. Segundo a Heineken, a categoria cerveja no Brasil teve uma queda de um dígito médio no semestre em termos de venda — Foto: Silvia Zamboni/Valor