Michael Cerqueira, diretor-presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), afirmou, nesta quarta-feira (5), que as linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade operam sem a segurança adequada em razão da falta de funcionários suficientes neste segundo dia de greve dos ferroviários.

"Infelizmente, por não cumprimento por parte do sindicato daquilo que está determinado na decisão do TRT [Tribunal Regional do Trabalho], nós temos que manter a estratégia operacional de ontem [terça], sob o risco de colocar em exposição a vida dos nossos passageiros com uma operação sem a segurança adequada, por falta de contingência, por falta de respeito da decisão dos nossos colegas aqui do sindicato", afirmou em entrevista ao Bom Dia SP, da TV Globo.

Passageiros na estação Guaianases, em São Paulo, no segundo dia de greve dos ferroviários das linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade da CPTM - Felipe Iruatã/Folhapress

A decisão do TRT determina que 80% doo efetivos nos horários de pico. Cerqueira disse que, no entanto, apenas três maquinistas estão trabalhando nesta quarta.

"Infelizmente, a gente tem apenas três maquinistas trabalhando, dos 126 que estavam escalados. E é isso que causa o impacto. Então, a gente tem pessoal de manutenção disponível, pessoal de estação inferior, mas ainda atendendo o contingente necessário para a gente operar. Mas a tração, os maquinistas, a gente não tem contingente necessário", disse.