A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) manterá o cronograma de concessão das linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade apesar da greve dos ferroviários, afirmou nesta terça-feira (4) o presidente da companhia, Michael Cerqueira.

Segundo ele, o sindicato descumpriu a decisão da Justiça do Trabalho ao não assegurar a operação mínima determinada pelo TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região).

A paralisação começou à 0h desta terça-feira. O sindicato afirma que a greve é uma reação ao processo de concessão das linhas à iniciativa privada e ao risco de demissões e perda de direitos. Mais cedo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou o movimento como resultado de uma "instrumentalização política".

"A pauta trabalhista está atendida. O sindicato insiste em discutir a reestatização e ser contra o programa de concessões. Isso não é uma pauta trabalhista. É uma pauta eminentemente política", afirmou Cerqueira à Folha.

O presidente disse que as negociações entre governo, CPTM, sindicato e TRT-2 ocorrem há mais de um ano e afirmou que não houve recusa do estado em discutir as reivindicações da categoria. Segundo ele, questões relacionadas a benefícios, jornada e condições de trabalho foram tratadas durante esse período.