Entidades querem transformar o imóvel, onde funcionou um dos principais centros de repressão das ditaduras, em um espaço dedicado à memória, à verdade e aos direitos humanos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O prédio do antigo Dops, na Rua da Relação, Centro do Rio — Foto: Gabriel de Paiva - 31/01/2025 O antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), no Centro do Rio, pode ganhar uma nova função: tornar-se um Centro de Memória dedicado à preservação da história das vítimas da repressão política no Brasil. A proposta será debatida na próxima quinta-feira (6), durante um seminário promovido pela Campanha Sem Memória Não Há Democracia. O edifício é um dos principais símbolos da violência de Estado no país durante o século XX. No local funcionou o principal centro de perseguição política, prisões e torturas tanto na ditadura do Estado Novo (1937-1945) quanto na ditadura militar (1964-1985). Além da criação do centro de memória, o seminário discutirá a recuperação, preservação e ampliação do acesso ao acervo de documentos encontrados no prédio e no antigo Instituto Médico-Legal (IML). O material é considerado fundamental para reconstruir a memória das violações de direitos humanos cometidas no país. O encontro será realizado a partir das 15h, na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), no Flamengo. A programação inclui uma mesa de abertura com representantes das entidades que apoiam a campanha e um debate entre órgãos públicos e organizações da sociedade civil sobre o futuro do prédio e do acervo documental.
Antigo DOPS volta ao centro do debate sobre memória da ditadura
Entidades querem transformar o imóvel, onde funcionou um dos principais centros de repressão das ditaduras, em um espaço dedicado à memória, à verdade e aos direitos humanos






