Apesar da alta de 9% no preço das passagens aéreas desde o início da guerra no Irã, a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo) avalia que o setor está represando o repasse de custos aos clientes.

Isso porque o preço do querosene de aviação, que consome um terço dos custos, subiu 37% no quadrimestre encerrado em junho e gerou um encarecimento total de cerca de 12% na operação das companhias aéreas.

Para se ter uma ideia, entre março e junho, descontada a inflação, o litro do querosene custou, em média, R$ 5,30 ante R$ 3,88 do mesmo período de 2025.

"A reação intuitiva do consumidor é sempre a mesma: quando o petróleo explode, o medo é de que as passagens vão explodir junto. Desta vez, não foi bem assim. Os dados da Anac trabalhados nesse levantamento sugerem que as companhias não tenham repassado integralmente ao consumidor", diz em nota o presidente do conselho de turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze.

O câmbio, que é outro componente de peso na precificação das passagens, recuou de R$ 5,25, em março, para R$ 5, nos meses seguintes e ajudou a represar um aumento mais significativo.