Difícil entrar numa igreja onde ninguém conheça a voz de Kleber Lucas. "Deus Cuida de Mim"e "Aos Pés da Cruz" viraram hinos gospel incontornáveis na virada do século.
Por muitos anos, sua agenda não parava. Recebia uns quatro convites por semana para cantar em templos de tudo o que é tipo. "Tive a oportunidade de estar em praticamente todas as igrejas. As históricas, que são batistas, presbiterianas, metodistas, as pentecostais, como a Assembleia de Deus, e também no ambiente neopentecostal."
Agora Kleber quase nunca é acionado.
O diagnóstico se repete na fala de outros pastores que tinham trânsito livre no evangelicalismo brasileiro: anos de prestígio seguidos por uma perda abrupta de espaço. O isolamento aumentava na medida em que passaram a defender posições identificadas como progressistas.
Não que haja um veto formal. "Os motivos nunca eram ditos", diz Alexandre Gonçalves.







