A resposta de Wall Street às gigantes da tecnologia está, cada vez mais, menos relacionada unicamente ao aumento das receitas e mais à velocidade — e ao preço — da mudança para a inteligência artificial (IA). No segundo trimestre de 2026, tanto a Alphabet quanto a Meta divulgaram receitas históricas, porém, com um aumento acelerado do CapEx, que está pressionando o fluxo de caixa livre e as margens.
Em contrapartida, a Microsoft tem conseguido converter a demanda por IA em monetização, que está mais diretamente relacionada à nuvem e ao software corporativo. Para empresas, negócios e investidores, isso é relevante porque o ciclo de investimento em data centers e chips (GPUs/TPUs) pode indicar um adiamento na realização do retorno sobre o capital investido, o que aumenta a percepção de risco e afeta a avaliação e o custo de financiamento.
O dilema foi evidenciado de três maneiras distintas, pelo que apurou a GZM. Inicialmente, no segundo trimestre de 2026, a Alphabet reportou uma receita consolidada de US$ 119,8 bilhões (+24% em relação ao ano anterior), com destaque para o Google Cloud, que arrecadou US$ 24,8 bilhões, um crescimento de +81,8% em comparação ao ano anterior. Entretanto, o CapEx trimestral foi de US$ 44,9 bilhões (mais que o dobro em relação ao ano anterior) e levou a uma diminuição de 74,1% no fluxo de caixa livre em comparação ao ano anterior. A administração também aumentou a previsão de CapEx para US$ 195 bilhões a US$ 205 bilhões no FY26.












