Com a entrada em vigor do ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente), que atribui à Polícia Federal o recebimento de comunicações sobre suspeitas de crimes praticados contra crianças e adolescentes no ambiente digital, a corporação está estruturando o CNCA (Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente).

O órgão atuará como autoridade nacional responsável pelo recebimento dessas comunicações, realizando a validação técnica, a triagem, a priorização dos casos e a disponibilização ou encaminhamento às autoridades responsáveis pela investigação.

O centro está em fase de implementação. A expectativa é disponibilizar uma primeira versão do sistema para testes até o final de 2026, permitindo o início gradual da nova estrutura prevista na legislação.

Atualmente, a Polícia Federal recebe informações relacionadas a crimes contra crianças e adolescentes por diferentes canais. Um deles é o NCMEC (National Center for Missing and Exploited Children), organização que recebe comunicações encaminhadas por empresas de tecnologia sediadas nos Estados Unidos.

O volume de comunicações encaminhadas pelo NCMEC à Polícia Federal aumentou no ano passado —houve crescimento de 59,2%, passando de 581.778 em 2024 para 926.015 relatórios em 2025. Para 2026, a expectativa da corporação é superar a marca de 1 milhão de comunicações.