Grupo teve um prejuízo líquido de R$ 252 milhões no segundo trimestre de 2026, representando uma piora anual de 16,2% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O GPA, dono do Pão de Açúcar, apresentou um prejuízo líquido de R$ 252 milhões no segundo trimestre de 2026, representando uma piora anual de 16,2%. Na mesma base de comparação, as receitas da companhia cederam 9,6%, para R$ 4,23 bilhões. No trimestre encerrado em junho, as vendas totais alcançaram R$ 4,71 bilhões, com recuo de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com a companhia, esse desempenho reflete a execução da estratégia de priorização de canais com maior rentabilidade, contando com a descontinuidade do formato “aliados”, modelo de venda direta para pequenos comerciantes, e o reequilíbrio de vendas no canal de e-commerce. Além disso, houve um impacto no portfólio de lojas e efeito calendário que, em conjunto, afetaram negativamente o desempenho de vendas em 6,1%. Desconsiderando esses fatores, a retração nas vendas totais foi de 0,8%. Ainda no comunicado que acompanhou o balanço, o GPA esclarece que o trimestre também foi impactado pelos efeitos da recuperação extrajudicial sobre o abastecimento das lojas, resultando em um aumento temporário dos níveis de ruptura e, consequentemente, na retração de vendas. Esse efeito atingiu seu pico em maio e passou a apresentar melhora gradual. “Em linha com essa recuperação operacional, as vendas voltaram a apresentar crescimento no mês de junho, acompanhando a recuperação gradual dos níveis de abastecimento e avançando na normalização da operação”, destaca a administração. Além dos fatores específicos do trimestre, o GPA observa o mesmo cenário dos trimestres anteriores, caracterizado por uma demanda mais moderada e por um ambiente de consumo pressionado, no qual o orçamento das famílias continua sendo disputado entre o consumo discricionário e não discricionário. No Pão de Açúcar, as vendas em mesmas lojas apresentaram redução de 1,2%, impactadas pelo processo de recuperação extrajudicial. No Extra Mercado, o indicador de vendas em mesmas lojas cresceu 0,4%. Entre abril e junho, houve conversão de oito lojas do minuto Pão de Açúcar e cinco lojas de Pão de Açúcar Fresh para a bandeira Pão de Açúcar, visando a maior otimização e eficiência na gestão regional das operações. No mesmo período, a empresa encerrou a operação de uma loja do Pão de Açúcar em decorrência de baixa performance, como parte do processo contínuo de avaliação e otimização do portfólio de lojas. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado consolidado do segundo trimestre foi de R$ 450 milhões, alta de 7,3% em um ano. O resultado financeiro líquido da companhia, considerando a norma IFRS 16, ficou negativo em R$ 385 milhões, piora de 26,4% ano a ano. A dívida líquida do GPA, incluindo o saldo de recebíveis não antecipados, totalizou R$ 3,6 bilhões ao final de junho. A alavancagem financeira pré-IFRS 16 — medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado consolidado pré-IFRS 16 dos últimos 12 meses (incluindo despesas com aluguéis) — alcançou 3,9 vezes. Quando observado sob análise pro forma, considerando os termos do plano de recuperação extrajudicial e a utilização dos recursos provenientes da venda da FIC, no valor de R$ 298 milhões, para amortização de parte da dívida, o endividamento líquido, incluindo o saldo de recebíveis não antecipados, totalizaria R$ 1,2 bilhão. GPA — Foto: Divulgação
GPA amplia perdas no 2º trimestre com impacto da recuperação extrajudicial
Grupo teve um prejuízo líquido de R$ 252 milhões no segundo trimestre de 2026, representando uma piora anual de 16,2%







