Um grupo formado por 332 entidades, movimentos sociais, sindicatos e representantes da sociedade civil assinou um manifesto em apoio à procuradora do Trabalho Margaret Matos de Carvalho, denunciada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por suposto desvio de recursos públicos.
Entre os signatários estão o grupo Prerrogativas, a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Comissão Pastoral da Terra, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, a Marcha Mundial das Mulheres e a organização Terra de Direitos.
O documento afirma que a atuação da procuradora em mais de 30 anos de carreira "permitiu a execução de quase 100 iniciativas, alinhadas aos objetivos estratégicos do MPT (Ministério Público do Trabalho) e amplamente documentadas". Entre os projetos atribuídos à atuação de Carvalho estão ações de combate ao trabalho infantil, inclusão socioeconômica de catadores, assistência a vítimas do amianto e apoio à população em situação de rua.
Segundo a denúncia da PGR, o caso começou com uma ação civil pública ajuizada pelo MPT contra o Banco Itaú, em 2013, conduzida por Margaretde Carvalho. Em primeira instância, a Justiça condenou o banco ao pagamento de R$ 20 milhões por danos morais coletivos e determinou que a indenização fosse distribuída entre 14 entidades previamente indicadas pelo juiz.







