Um ano depois de assumir o comando da Novo Nordisk, Mike Doustdar aposta nas vendas "fenomenais" de seu comprimido para perda de peso, em novos medicamentos e em aquisições para recolocar a farmacêutica na rota do crescimento.
Doustdar, o primeiro estrangeiro a liderar a farmacêutica dinamarquesa, quer que a fabricante do Ozempic assuma riscos enquanto tenta recuperar seu desempenho em meio à forte concorrência e a resultados decepcionantes em testes clínicos.
"Se você não lida bem com o fracasso, não deveria entrar no setor farmacêutico", disse ele ao FT na sede da Novo, nos arredores de Copenhague.
"Na verdade, acho que, para nós, o sucesso será ter mais chances de marcar, porque lidamos com ciência e pesquisa, áreas às quais o fracasso está inevitavelmente associado."
O executivo de 55 anos não se esquivou de decisões difíceis desde que assumiu o cargo de diretor-presidente, em agosto de 2025. Ele anunciou o corte de 9.000 postos de trabalho —o maior da história empresarial da Dinamarca— e reduziu drasticamente as projeções de lucro e receita devido à perda de participação de mercado e à pressão sobre os preços de seu medicamento injetável para perda de peso.








