Os debates eleitorais são um marco da redemocratização brasileira, no final dos anos 1980. Apesar da tradição, os encontros entre presidenciáveis, cm início previsto neste mês de agosto, têm gerado debate devido à incerteza da participação do presidente Lula (PT), que avalia faltar aos eventos.

Ao podcast Inteligência Ltda, ele disse que avaliará "o nível" antes de confirmar presença e afirmou que não irá "ouvir bobagem". De acordo com reportagem da Folha, a equipe do presidente está dividida sobre a conveniência de sua participação nos debates pelo fato de que será o alvo principal dos demais candidatos, majoritariamente de direita.

A dúvida sobre sua participação levou alguns eleitores a criticarem a postura do mandatário, enquanto outros relembram a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em debates durante o segundo turno das eleições de 2018, quando foi eleito, e durante as eleições de 2022, quando perdeu para Lula.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PL), que enfrenta Lula nessas eleições, também deixa dúvida sobre sua presença. Se o atual presidente não comparecer, há uma avaliação de que ele também falte aos embates com os demais candidatos para evitar questionamentos sobre sua relação com o escândalo do banco Master. Em maio, foi divulgado um áudio em que o senador pede dinheiro ao antigo dono do banco, Daniel Vorcaro, para concluir um filme sobre seu pai.