Eleições 2026
Os principais nomes da corrida ao Planalto já operam em modo campanha. Com a aproximação do calendário eleitoral, os partidos começam a enfrentar decisões menos retóricas e mais práticas. Uma delas é central para a estratégia de exposição dos candidatos: quem vai aos debates, quantas vezes e em quais condições.
Os debates já não têm o peso que tiveram em outras eleições, quando a televisão organizava boa parte da conversa pública. Mas estão longe de ser irrelevantes. Pesquisa Datafolha de março de 2026 mostrou que TV e redes sociais seguem como os principais meios de informação política no País: entre eleitores de Lula, a televisão foi citada por 66%, enquanto, entre eleitores de Jair Bolsonaro, as redes sociais lideraram, com 61%.
O dado ajuda a explicar o novo cálculo das campanhas. Agora, o debate importa menos como evento isolado de televisão e mais como matéria-prima para cortes, ataques, memes e enquadramentos que circulam depois em Instagram, TikTok e outras redes sociais.
Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se dedica a buscar exposição para se firmar na corrida, no PT e no governo, ainda não há uma decisão sobre a quais debates o presidente Lula deverá comparecer.














