Companhia de Engenharia de Tráfego diz que serviço "passa por instabilidade de manutenção" 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Passageiros em ônibus parado no trânsito da Zona Leste em dia de greve de trens em São Paulo — Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo Num dia em que São Paulo enfrentou uma greve em sua rede de trens metropolitanos, o sistema da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que mede a extensão da lentidão teve uma pane e foi tirado do ar. Quem buscasse consultar o site da agência no final da manhã, encontrava o painel de monitoramento registrando 0 km de congestionamento na cidade. A CET constatou o problema após o sistema ter apontado, erroneamente, que a capital teve mais de 2.000 km de lentidão no horário de pico. "No momento, pedimos para desconsiderar os dados do site da CET, porque o sistema passa por instabilidade de manutenção", afirmou a companhia em um comunicado breve. "Enviaremos o índice correto por meio de nota oficial assim que possível." Antes de o salto fora do comum no número ocorrer, o painel de monitoramento mostrava valores altos, mas dentro de um nível normal de variação. A Zona Leste chegou a ter mais de 300 km de trânsito acumulado, e a Zona Sul 200 km, segundo a companhia durante a manhã. Rodízio e Paese A extensão de congestionamento foi maior hoje em São Paulo, entre outros fatores, porque a prefeitura suspendeu o rodízio de veículos. Além disso, diante da greve na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), foi colocado em operação o sistema Paese, que disponibiliza ônibus de transferência entre as estações fechadas, o que aumenta a frota de coletivos em circulação. Os ferroviários de São Paulo paralisaram parcialmente a Linhas 11 (Coral) e 12 (Safira) e totalmente a Linha 13 (Jade). A greve ocorreu em protesto após as falhas apresentadas pela Trivia Trens, dias após a empresa assumir a concessão das linhas que eram da CPTM. A região mais afetada pela greve foi a Zona Leste da capital, além de municípios como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Suzano e Poá. Devido à paralisação, o governo de São Paulo adotou um plano de contingência, com a antecipação do horário de abertura das linhas 1 (Azul), 2 (Verde), 3 (Vermelha) e 15 (Prata) do Metrô para as 4h (o normal é 4h40) como parte do plano de contingência, e colocou mais trens em circulação. Apesar de a greve ter criado transtorno para os passageiros, o problema foi minimizado com algumas medidas além da suspensão do rodízio e do Paese. A CPTM acionou a Justiça e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2) determinou um contingente mínimo de operação durante a greve, com 80% do efetivo nos horários de pico (entre 4h e 10h e das 16h às 21h) e 60% nos demais horários. Além disso, quem estava circulando entre estações conectadas com as linhas de metrô, como Barra Funda e Tatuapé, podia alcançar seu destino, ainda que com atraso. A baldeação foi possível porque a operação parcial ocorreu em dois ramais bem conetados com o metrô. O tamanho real do congestionamento provocado na cidade, porém, não era conhecido até a hora do almoço, quando a CET ainda trabalhava para restabelecer o sistema que mede a extensão dos trechos com lentidão.
Em dia de greve de trens, sistema de medição do trânsito tem pane em SP
Companhia de Engenharia de Tráfego diz que serviço "passa por instabilidade de manutenção"














