Anthony Fauci invocou a Quinta Emenda e se recusou a responder às perguntas de uma comissão do Senado mais de cem vezes em 29 de julho de 2026.

A audiência conduzida pelos republicanos, convocada para examinar a gestão da pandemia por Fauci e as origens da Covid-19, foi o capítulo mais recente de uma história política que começou em 2020, quando a incerteza, o medo e a frustração com o governo se entrelaçaram com teorias da conspiração.

Nos últimos seis anos, algumas dessas teorias saíram das margens da internet e chegaram à política republicana, ao movimento Maga (faça a América grande de novo), às comunidades antivacina e até mesmo a redes extremistas nacionalistas brancas.

As teorias da conspiração não apenas explicam acontecimentos; elas identificam vilões, e Fauci se tornou um dos mais populares nessa história específica.

Nos anos que se seguiram à pandemia, o senador americano Rand Paul e outros acusaram Fauci de muitas coisas. A principal acusação conspiratória é a de que ele teria ajudado a viabilizar a pandemia de Covid-19 por meio de pesquisas financiadas pelos Estados Unidos em um laboratório em Wuhan, na China, e depois participado de um acobertamento coordenado entre o governo e a comunidade científica, induzindo o Congresso ao erro para ocultar essa ligação e suprimir a explicação do vazamento de laboratório. Paul, que é republicano, pediu repetidamente que Fauci fosse processado.