Ministério das Relações Exteriores do Irã negou que esteve em contato com Washington 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Trump afirma que EUA e Irã negociam e alerta para 'última oportunidade' — Foto: AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos negociam "neste momento" com o Irã, e que essas conversas são "a última oportunidade antes da decapitação" da república islâmica. Washington e Teerã estão em guerra desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram de surpresa o Irã, mas tem havido períodos de relativa calma graças a esforços diplomáticos intermitentes. Trump disse na Casa Branca que aceitou negociar "a pedido do Irã" e "com o apoio" de Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e outros países. "Esta é a última oportunidade que têm para assinar um bom documento. Quero dar a eles até a última oportunidade antes da decapitação", disse Trump, afirmando que os diálogos se concentram na reabertura do Estreito de Ormuz, o que, para ele, poderia ocorrer amanhã, e na desnuclearização do Irã, o que ele disse que "poderia demorar um pouco". Antes, o Ministério das Relações Exteriores iraniano negou que estivesse em contato com Washington, mas o presidente americano insistiu em que sim. Na rede Truth Social, ele criticou o que chamou de "hipocrisia incrível" dos líderes iranianos: "Pedem uma reunião, as conversas começam, outras são planejadas para um futuro próximo, e dizem publicamente, e com orgulho, que não estão em nenhuma negociação." Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e Estados Unidos 1 de 12 Navio comercial visto da costa de Dubai em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 2 de 12 Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã — Foto: Reprodução/Nasa X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Navios na costa de Dubai em meio à crise no Estreito de Ormuz — Foto: AFP 4 de 12 Imagem de satélite mostra a localização do Estreito de Ormuz — Foto: Divulgação/Nasa via AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Navio é visto perto da costa de Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a caminho do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 6 de 12 Navio da Guarda Revolucionária em exercício no Estreito de Ormuz — Foto: SEPAH NEWS / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Lancha se aproxima de navio no Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe CACACE / AFP 8 de 12 Lancha trafega pelo Estreito de Ormuz perto da costa dos Emirados Árabes Unidos — Foto: FADEL SENNA / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Cargueiro tailandês foi atacado perto do Estreito de Ormuz, no último dia 11 — Foto: AFP 10 de 12 Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe Cacace/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Petroleiros seguem fundeados no Terminal de Carga de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, no Estrei no Ormuz — Foto: AFP 12 de 12 Navio da Marinha iraniana participa de exercícios navais na região do Estreito de Ormuz — Foto: EBRA​HIM NOROOZI /JAMEJAMONLINE/ AFP PHOTO X de 12 Publicidade Passagem crucial para o comércio mundial é tema central na guerra entre países No sexto mês de guerra, o Irã continua sendo capaz de lançar mísseis e drones contra alvos americanos e aliados dos Estados Unidos na região, e mantém suas reservas de urânio enriquecido. No que se tornou um padrão recorrente, na semana passada o presidente americano ameaçou bombardear o Irã, antes de voltar atrás repentinamente e assegurar, ontem, que as negociações com Teerã seriam retomadas nesta segunda-feira. Situação em Ormuz A resposta do Irã veio por meio da sua chancelaria: "Não estamos negociando neste momento com os Estados Unidos. Estamos negociando com Omã, para garantir uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz", uma via que se tornou um grande obstáculo para o fim da guerra. Desde que o cessar-fogo foi rompido, o Irã retomou o bloqueio desta via marítima, imposto pela primeira vez no início do conflito, obstruindo a passagem para as embarcações que tentavam cruzá-la e atirou contra navios comerciais. Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã 1 de 12 ANTES: Estruturas no quartel-general da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 2 de 12 DEPOIS: em várias estruturas no quartel-general da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 ANTES: base de mísseis em Garmdarreh, a leste da cidade de Karaj — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 4 de 12 DEPOIS: base de mísseis em Garmdarreh, a leste da cidade de Karaj — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 5 de 12 ANTES: guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 6 de 12 DEPOIS: consequências dos ataques aéreos à guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 7 de 12 DEPOIS: consequências dos ataques aéreos à guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 8 de 12 Impacto nas instalações de drones no Aeroporto de Chabahar, em Konarak — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 9 de 12 Danos também em Konarak, no Aeroporto Internacional — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 10 de 12 Base Naval de Konarak: navios destruídos e afundando, além de vários prédios alvejados — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 11 de 12 ANTES: Sistema de radar, Base Aérea de Zahedan — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 12 de 12 DEPOIS: Sistema de radar destruído, Base Aérea de Zahedan — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade Registros divulgados pela empresa de monitoramento Vantor mostram a extensão dos danos em bairros de Teerã após dias de bombardeios, enquanto o número de mortos no Irã já chega a pelo menos 787. A agência marítima britânica UKMTO informou na madrugada desta terça-feira (4) que um projétil de origem desconhecida havia atingido um navio de carga no Estreito, sem mencionar possíveis feridos ou danos. A 1h GMT, o preço do barril do petróleo WTI subia 0,52%, aos 80,76 dólares, e o do Brent avançava 0,53%, aos 84,21 dólares. 'Desnuclearização' Trump afirmou hoje que o Estreito estava "sob o controle total" da Marinha de seu país, e alertou que o bloqueio americano aos portos iranianos só será levantado em caso de acordo ou "capitulação total". As potências ocidentais acusam o Irã de querer desenvolver a bomba atômica, embora Teerã insista em que seu programa nuclear tem um caráter totalmente civil. Trump reiterou hoje que "a desnuclearização do Irã tem que acontecer". Segundo a imprensa americana, Washington considerava realizar novos bombardeios em larga escala durante o fim de semana, principalmente contra a infraestrutura de energia. Trump disse ter desistido da nova ofensiva a pedido de Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e do próprio Irã, o que Teerã chamou de "nova mentira" do presidente americano.