Anúncio de acordo de 60 dias sobre a navegação na hidrovia pode ser anunciado ainda nesta quarta-feira, segundo o site americano Axios 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo teve “conversas muito boas” com o Irã durante as negociações que se estenderam por todo o dia na terça-feira, alimentando as expectativas de um acordo iminente para o conflito que já dura cinco meses. “Eles tiveram uma negociação que durou o dia inteiro”, disse Trump ao programa “@ Night”, da Fox News. "[O Estreito de Ormuz] vai ser aberto muito em breve”, acrescentou Trump. “Se eles recuarem novamente, vão ser duramente atingidos.” O site Axios, citando duas fontes regionais e uma autoridade americana, afirmou que os EUA, Irã e Omã estão se preparando para anunciar, já nesta quarta-feira, um acordo de 60 dias sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz. Pela proposta, navios que entram no estreito usariam uma rota ao norte, próxima ao Irã, enquanto o tráfego de saída passaria por águas de Omã, em coordenação com a República Islâmica. Nenhum pedágio ou tarifa seria cobrado durante o acordo provisório, segundo o Axios. Irã e Omã também trabalhariam na remoção de minas de uma rota marítima central, que seria usada para o tráfego nos dois sentidos. No entanto, a mídia estatal iraniana, citando uma fonte local, afirmou que um acordo com Omã sobre o Estreito de Ormuz será adiado “enquanto os Estados Unidos continuarem a ameaçar o Irã”. Trump tem frequentemente ameaçado com ataques em grande escala caso Teerã não chegue a um acordo e, em seguida, citou avanços nas negociações que, até o momento, não conseguiram pôr fim às hostilidades. O presidente americano não alcançou os objetivos que estabeleceu no início da guerra: desmantelar o programa nuclear do Irã, restringir sua capacidade de atacar rivais regionais e criar condições para que os iranianos derrubem seus governantes clericais. O Irã suspendeu a maior parte do tráfego pelo Estreito de Ormuz, enquanto Washington mantém um bloqueio ao transporte marítimo e aos portos relacionados ao Irã. O Catar havia afirmado anteriormente que os mediadores estavam obtendo avanços nos esforços para pôr fim ao conflito, mesmo depois que Teerã negou que as negociações estivessem em andamento. Trump e o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, discutiram esforços para reduzir as divergências entre Washington e Teerã e melhorar as perspectivas de um acordo duradouro durante uma ligação telefônica na terça-feira, informou o gabinete do emir do Catar. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que as negociações com Omã sobre o trânsito pelo estreito foram positivas e continuam em andamento, com foco no estabelecimento de rotas marítimas seguras, informou a mídia estatal. Ele acrescentou que a rota que está sendo negociada visa garantir os direitos soberanos e a segurança nacional tanto do Irã quanto de Omã. O Irã há muito tempo exige o controle sobre o Estreito de Ormuz, que, segundo o país, deveria ser compartilhado com Omã, na margem oposta. Mas Teerã rejeitou, na semana passada, uma proposta de Omã que teria permitido a supervisão compartilhada e a cobrança de taxas voluntárias dos navios. Os houthis do Iêmen, alinhados com o Irã, também impuseram um bloqueio naval à Arábia Saudita no Mar Vermelho, restringindo ainda mais as rotas de exportação de petróleo. Um projétil atingiu uma embarcação com bandeira indiana perto do Iêmen, fazendo com que ela virasse e afundasse, mas todos os 14 tripulantes a bordo foram resgatados, informaram autoridades indianas, em um ataque que o Iêmen atribuiu aos houthis. A Organização Marítima Internacional das Nações Unidas registrou pelo menos 17 mortes de tripulantes em 64 incidentes no Estreito de Ormuz desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Esses números se somam ao balanço do governo iraniano de 50 mortos e 500 feridos por ataques dos EUA desde que as hostilidades foram retomadas no final de junho — um número divulgado antes de o Irã informar que um ataque dos EUA a Qeshm, no final de julho, matou um casal e seu filho de 2 anos. Ao todo, o Irã registrou mais de 3.400 mortes desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro, enquanto os EUA registraram 18 militares mortos. O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante um evento no Campo de Provas da General Motors em Milford, Michigan, EUA, em 27 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci
Trump sinaliza estar perto de acordo com o Irã para reabrir Ormuz
Anúncio de acordo de 60 dias sobre a navegação na hidrovia pode ser anunciado ainda nesta quarta-feira, segundo o site americano Axios








