A Apple iniciou uma nova contestação judicial contra a tentativa mais recente do Reino Unido de criar uma "porta dos fundos" para acessar dados criptografados de clientes, um ano depois de o Ministério do Interior britânico concordar em desistir de uma ordem anterior após um impasse com Washington.

No mês passado, a fabricante do iPhone apresentou uma queixa formal ao Tribunal de Poderes de Investigação (IPT) contestando a exigência do governo britânico de que a Apple permitisse o acesso a backups criptografados em nuvem de dados pertencentes a usuários britânicos, segundo uma ordem emitida pelo tribunal.

O Reino Unido recuou de sua exigência original de uma "porta dos fundos" que permitisse o acesso a dados de clientes britânicos e americanos no ano passado, encerrando uma disputa diplomática entre Londres e Washington.

No entanto, as autoridades britânicas emitiram posteriormente uma nova "notificação de capacidade técnica" (TCN, na sigla em inglês) à Apple, que não se aplicava a usuários americanos, conforme noticiado pelo Financial Times em outubro.

As TCNs são emitidas com base na Lei de Poderes de Investigação do Reino Unido, que o governo sustenta ser necessária para que as autoridades policiais investiguem crimes graves. Elas podem obrigar empresas a fornecer aos serviços de segurança do Reino Unido acesso a dados de clientes, mesmo que tais informações estejam protegidas por criptografia segura.