Operação viabiliza que a ISA Energia Brasil fique integralmente com 100% da Interligação Elétrica do Madeira, e que a Axia, fique com a Interligação Elétrica Garanhuns 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Isa Energia, Projeto Água Vermelha — Foto: Reprodução/Isa Energia O montante R$ 1,2 bilhão captado recentemente pela ISA Energia Brasil por meio de oferta pública subsequente (“follow-on”) tem como destino o descruzamento de ativos que a companhia fez com a Axia Energia, e a intensificação de investimentos em obras de reforços e melhorias. As informações são da diretora executiva de finanças, Silvia Wada, ao Valor, nesta segunda-feira (3). Leia mais:ISA Energia Brasil tem lucro líquido regulatório de R$ 174 milhões no 2º tri, queda anual de 32%Confira os resultados e indicadores da Axia Energia e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A operação com a Axia teve a conclusão anunciada na sexta-feira (31) e viabiliza que a ISA Energia Brasil fique integralmente com 100% da Interligação Elétrica do Madeira, e que a Axia fique com a Interligação Elétrica Garanhuns. Para além desta operação, disse a executiva, a transação dá “mais flexibilidade no sentido de intensificar os investimentos em reforços e melhorias de agora em diante”. Essas obras são feitas em infraestruturas que já são da companhia, mediante aval do governo, viabilizando a modernização e melhor desempenho dos ativos, com consequente ganho de receita. No segundo trimestre, só esta frente recebeu R$ 445 milhões em aportes, aumento de 17% ante igual etapa do ano passado. O aumento coincide com a redução esperada de investimento em projetos “greenfield” (desenvolvidos do zero), conforme planejamento anunciado pela transmissora. Nos últimos 12 meses, a companhia entregou quatro projetos licitados e tem mais dois em construção, que, quando entrarem em operação, trarão R$ 600 milhões de receita anual, destacou a executiva. Neste contexto, a empresa deixou de participar dos leilões de transmissão recentes e manterá essa posição para o certame marcado para outubro. Em relação ao leilão de baterias, a decisão segue em estudo. “A gente está estudando com bastante disciplina para entender quais vão ser as condições. O edital acabou de entrar em consulta pública, vamos entender também qual vai ser o ambiente competitivo”, completou Wada. A empresa já opera um sistema de armazenamento com baterias em Registro, litoral sul de São Paulo, desde o fim de 2022.