A ISA Energia Brasil anunciou nesta quinta-feira (11) a conclusão das obras do projeto Piraquê, que compreende oito linhas de transmissão que somam cerca de mil quilômetros de extensão em Minas Gerais e Espírito Santo, além da construção de duas novas subestações e a ampliação de outras seis já existentes. Confira resultados da ISA Energia Brasil e demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A companhia energizou o último bloco do projeto, o número três, que compreende duas linhas de transmissão que somam 85 km de extensão e a ampliação das subestações João Neiva 2, Viana e Viana 2 e beneficia diretamente dez municípios capixabas. Com isso, a transmissora estará habilitada a receber 100% da Receita Anual Permitida (RAP) do projeto, de R$ 343,1 milhões. O bloco foi entregue com 16 meses de antecipação ao prazo estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estimou um aporte de R$ 4,4 bilhões para o empreendimento todo. Só o bloco 3 recebeu R$ 354 milhões, segundo as mesmas estimativas. Segundo a companhia, a operação dessa infraestrutura elimina a possibilidade de sobrecargas no sistema elétrico em cenários de elevadas trocas de energia entre as regiões Nordeste e Sudeste. Além disso, fortalece a estabilidade da rede de transmissão no Estado do Espírito Santo. De acordo com o diretor executivo de projetos da companhia, Dayron Urrego, as características da região capixaba, que apresenta um relevo de transição entre encostas montanhosas e litorâneas, exigiu a adoção de tecnologias inéditas no país como a de torres do tipo cálice, que são mais robustas que as usadas normalmente e foram desenhadas exclusivamente para as necessidades do projeto. “Fizemos uma configuração especial para conseguir transmitir a potência definida no edital. Isso foi feito em 36 torres das 185 do projeto, representando 22% das estruturas do trecho”, explicou. As torres cálice têm, em média, 25 toneladas e 34 metros de envergadura, e foram empregadas na linha de transmissão João Neiva 2 – Viana 2. Podas a laser e com o uso de drones também foram adotados de forma inédita, ressaltou. Com a entrega, a transmissora ainda conta com dois projetos licitados em execução: Serra Dourada, em Minas Gerais e Bahia, e Itatiaia, em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ambos têm como prazo da Aneel para operação março de 2029, e somam um aporte esperado de R$ 6,3 bilhões. Segundo a companhia, a operação dessa infraestrutura elimina a possibilidade de sobrecargas no sistema elétrico em cenários de elevadas trocas de energia entre as regiões Nordeste e Sudeste — Foto: Reprodução/Site