Na semana passada, precisei dar a um cliente uma notícia que ele jamais imaginava ouvir. Mesmo possuindo R$ 2 milhões em investimentos, uma casa quitada avaliada em R$ 1,5 milhão e uma renda familiar de R$ 45 mil por mês, ele provavelmente não conseguiria se aposentar aos 65 anos mantendo o padrão de vida atual.
O maior risco nem sempre está na carteira de investimentos, mas na ausência de um plano para o futuro. - Brendan McDermid/REUTERS
Chamarei esse cliente de Marcelo para preservar sua identidade. Engenheiro de 44 anos, casado, pai de um menino de quatro anos e sem qualquer dívida, ele me procurou para conversar sobre investimentos. Sua dúvida era simples: queria saber como fazer sua carteira render mais com baixo risco.
À primeira vista, sua situação parecia confortável. Patrimônio relevante, boa renda, imóvel quitado e uma carreira consolidada. O próprio Marcelo acreditava que bastaria trabalhar por no máximo 10 anos para conquistar uma aposentadoria tranquila.
Mas, antes de discutir investimentos, fizemos aquilo que deveria sempre vir primeiro: um planejamento financeiro. Foi então que apareceu o verdadeiro problema.







