Todo mundo admira a altura de um prédio. Pouca gente pergunta por que ele continua de pé. Com o patrimônio acontece algo semelhante. Acompanhamos seu crescimento, comemoramos boas rentabilidades e celebramos novos recordes, mas raramente nos perguntamos o quanto essa estrutura resistiria se um único acontecimento mudasse completamente nossa vida.

Quando essa estrutura é uma família, porém, não estão em jogo apenas números. Estão a escola dos filhos, a casa onde vivem, a faculdade que os pais sonham em proporcionar, as viagens planejadas, a tranquilidade do cônjuge e tudo aquilo que depende da continuidade da renda da família.

Ao falar em patrimônio, quase sempre pensamos no que já foi acumulado: imóveis, investimentos, empresas ou aplicações financeiras. Existe, no entanto, um patrimônio muito maior e quase invisível: a capacidade futura de gerar renda. É ela que continuará financiando os projetos da família pelos próximos dez, 20 ou 30 anos.

Esse talvez seja o maior equívoco do planejamento financeiro. Muitas pessoas acreditam que estão protegendo seu patrimônio porque possuem bons investimentos. Na realidade, estão protegendo apenas o patrimônio que já construíram. O patrimônio que ainda seria criado pelo próprio trabalho costuma permanecer completamente desprotegido.