Em termos reais, o faturamento das empresas abertas brasileiras ficou praticamente estagnado no intervalo entre 2022 e 2025, segundo estudo Empresas abertas enfrentam dificuldade para converter aumento de receita em ganho real para o acionista. Levantamento da PwC Strategy& Brasil mostra que, mesmo com o crescimento das vendas, o custo financeiro e a perda de rentabilidade operacional limitam a expansão do lucro líquido. De 2022 a 2025, a receita acumulada de 280 empresas cresceu R$ 558,8 bilhões, alta de 21,9% - pouco acima da inflação de 20,95% no período -, enquanto o lucro operacional aumentou R$ 43,1 bilhões. Ainda assim, o lucro líquido caiu R$ 6 bilhões no período, pressionado pelo resultado financeiro negativo de R$ 45,7 bilhões. O recorte considera empresas não financeiras, excluídas Petrobras e Vale. “A Selic elevada encarece o crédito, reduz consumo financiado e pressiona os setores que dependem de capital de giro ou de compras parceladas. Ao mesmo tempo, as empresas perderam poder de repasse”, diz Luciano Castro, da PwC Brasil.

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