Na costa da Califórnia, Estados Unidos, Sara Lesser, guia do aquário de Long Beach, observa dezenas de golfinhos brincando na água. A cena é uma raridade em meio à atual onda de calor marinho.

"O número de baleias e de golfinhos que temos observado [em 2026] é menor do que veríamos em um ano normal", afirma à AFP. O aquecimento da superfície do oceano faz com que as anchovas e sardinhas de que esses mamíferos se alimentam migrem para águas mais frias, mais profundas ou mais ao norte.

Lesser explica as espécies seguem a comida e conscientiza turistas que participam de passeios de observação da fauna que a dificuldade para avistar cetáceos é um prenúncio de mudanças drásticas no ecossistema marinho.

A temperatura na superfície no litoral californiano está atualmente de 3 a 4°C acima do normal, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês).

Essa onda de calor é preocupante porque coincide com o retorno do fenômeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico equatorial e desregula periodicamente o clima do planeta.