Os jovens aparentemente estão transando menos. De acordo com uma pesquisa da San Diego State University, os integrantes da geração X têm cerca de dez parceiros sexuais ao longo da vida, enquanto os membros da geração Z mantêm média de cinco parceiros.
As causas, segundo especialistas, estão majoritariamente ligadas à vida online dos jovens —acesso a pornografia, individualismo e isolamento social, por exemplo.
Há, contudo, um fator farmacológico relevante na equação: a alta do consumo de remédios psiquiátricos, puxada por millennials e pela geração Z. Parte dessas drogas contribui, de múltiplas maneiras, para o desinteresse sexual.
Um dos efeitos colaterais é o que os médicos chamam de anorgasmia, dificuldade persistente ou incapacidade de atingir o orgasmo.
Remédios como sertralina, fluoxetina e escitalopram favorecem a anorgasmia. O motivo está relacionado ao papel da serotonina no cérebro: esses medicamentos aumentam a disponibilidade do neurotransmissor, o que ajuda a tratar depressão e ansiedade. O aumento da serotonina, porém, também pode reduzir a intensidade da excitação sexual e dificultar a chegada ao orgasmo.







