Mudanças hormonais podem afetar desejo, lubrificação e satisfação sexual, mas há caminhos para preservar a qualidade de vida íntima 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Menopausa muda o prazer feminino? Entenda o que acontece com o orgasmo e a libido — Foto: Magnific Ainda cercado de silêncio e desinformação, o orgasmo feminino continua sendo um tema que expõe diferenças nas experiências sexuais entre homens e mulheres. Para muitas, as barreiras ao prazer fazem parte da vida íntima há anos, mas elas podem se tornar mais evidentes com a chegada da menopausa, fase marcada por alterações hormonais que impactam desejo, lubrificação e resposta sexual. Pesquisas sobre sexualidade feminina mostram que a maioria das mulheres precisa de estímulo clitoriano para chegar ao clímax, já que a penetração, isoladamente, nem sempre é suficiente. No climatério, esse processo pode ser ainda mais desafiador. "Na menopausa atingir o orgasmo torna-se ainda mais difícil. A intensidade das sensações prazerosas diminui nessa fase, a resposta orgástica é mais lenta e menos intensa", explica o ginecologista Igor Padovesi. Além das alterações na resposta sexual, a menopausa também pode impactar o desejo. "Uma série de fatores pode prejudicar a libido na menopausa, mas temos, principalmente, uma questão hormonal. A queda nos níveis hormonais prejudica o desejo e a resposta sexual", diz o especialista. A redução da libido e a dificuldade de alcançar o orgasmo não estão relacionadas apenas às mudanças físicas. Sintomas como secura vaginal, dor durante a relação, alterações hormonais e aspectos emocionais podem interferir diretamente na intimidade. "Apesar de comuns, esses sintomas não devem ser naturalizados como algo que a mulher precisa simplesmente aceitar", afirma Nélio Veiga Junior, pós-doutorando em Menopausa, com foco em saúde hormonal e qualidade de vida da mulher no climatério. O tratamento para essas questões costuma envolver diferentes frentes. "O uso de estrogênio vaginal ajuda a reduzir dor e desconforto, enquanto lubrificantes facilitam a relação. Em alguns casos, pode-se considerar terapia hormonal sistêmica, quando indicada. Além disso, acompanhamento com terapia sexual ou psicológica pode ser essencial, já que fatores emocionais, autoestima e qualidade do relacionamento também influenciam diretamente a resposta sexual nessa fase", esclarece o médico. Mas a redescoberta do prazer também passa pelo autoconhecimento. A masturbação, segundo especialistas, pode ser uma ferramenta importante para que mulheres conheçam melhor o próprio corpo e entendam quais estímulos funcionam para elas. "Essa prática ajuda a mulher conhecer o corpo e saber como e onde ela tem mais prazer, o que melhora a satisfação sexual nas relações", destaca o Dr. Igor. O ginecologista ressalta ainda que a prática pode trazer outros benefícios durante a menopausa. "Assim como o sexo, a masturbação estimula o fluxo sanguíneo da região genital, o que pode melhorar a lubrificação e ajudar a combater o ressecamento vaginal; também fortalece os músculos do assoalho pélvico, reduzindo a incontinência urinária e aumentando a sensibilidade; e ainda libera substâncias que causam relaxamento e ajudam no combate ao estresse e flutuações de humor", acrescenta o ginecologista. Outra possibilidade para ampliar a satisfação sexual é o uso de acessórios. Segundo o Dr. Igor, os brinquedos sexuais passaram a fazer parte das orientações médicas em alguns casos, especialmente por auxiliarem na estimulação do clitóris. "Para conseguir chegar ao orgasmo com mais facilidade, a mulher precisa de algum estímulo no clitóris, então o uso de brinquedos sexuais tornou-se algo de prescrição médica. Isso melhora a satisfação da mulher, não só quando se masturba sozinha, mas também quando tem um parceiro. Geralmente, recomendamos o chamado bullet (vibrador) como o primeiro sex toy da mulher, pois é pequeno, tem um formato discreto e proporciona um estímulo vibratório para atuar no clitóris", aconselha. Para especialistas, ignorar os sintomas pode prolongar as dificuldades na vida sexual. O acompanhamento médico, principalmente quando surgem os primeiros sinais da menopausa, é considerado fundamental para avaliar as possibilidades de tratamento, incluindo a terapia hormonal quando indicada. "O tratamento atua diretamente na principal causa do problema: o desequilibro hormonal. É cientificamente comprovado que, quando realizado corretamente, a terapia hormonal, além de ser muito segura, é capaz de melhorar a função sexual, pois trata os sintomas da síndrome geniturinária da menopausa (SGM), como falta de lubrificação, atrofia vaginal e dor na relação sexual, além de melhorar a libido e a satisfação sexual", finaliza o Dr. Igor. Mais do que tratar sintomas, o acompanhamento especializado permite que a mulher atravesse essa fase com mais conforto, autonomia e qualidade de vida. No Dia do Sexo, veja famosas que falam sobre brinquedos eróticos 1 de 15 Anitta já exibiu sua coleção de vibradores 2 de 15 A ex-'BBB' Marcella McGowan lançou sua startup de sexual care — Foto: Reprodução/Instagram X de 15 Publicidade 15 fotos 3 de 15 Ingrid Guimarães no filme "De pernas pro ar 3", em que fez uma dona de sex shop. 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