Na fábrica de montagem de aviões da Boeing na cidade de Everett, ao norte de Seattle, as portas se abrem e uma fuselagem de 44 metros de comprimento é conduzida para dentro das instalações.

A fábrica de Everett já produziu o jumbo 747 de quatro motores que redefiniu as viagens aéreas de longa distância a partir dos anos 1970.

Neste mês, ela iniciou a montagem de uma aeronave muito menor, mas não menos importante no contexto da longa história da Boeing. O Max 10, uma versão nova e maior da tradicional família 737, é "crucial para o desempenho financeiro da empresa e seu caminho para um fluxo de caixa positivo", segundo Kevin Michaels, diretor-geral da AeroDynamic Advisory.

O grupo também conta com o Max 10 para restaurar sua reputação após uma série de acidentes que desencadeou uma repressão regulatória, limitando sua capacidade de entregar aviões aos clientes.

O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, que melhorou as relações com os reguladores desde que assumiu o cargo em agosto de 2024, divulgou na terça-feira (28) resultados financeiros melhores e exaltou as "melhorias fundamentais que fizemos na saúde das fábricas".