“Mais perto do que nunca”, declarou o vice-administrador da FAA, Chris Rocheleau Boeing 737 Max 7 — Foto: Divulgação/Boeing Um alto funcionário da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) afirmou que a agência espera certificar em breve o Boeing 737 Max 7 e o modelo de maior capacidade Max 10, após um intenso processo de revisão das variantes do jato mais vendido da fabricante. “Mais perto do que nunca”, declarou o vice-administrador da FAA, Chris Rocheleau, em entrevista à Reuters durante o Farnborough Air Show. A aprovação do Max 7 está “literalmente virando a esquina”, sendo seguida de perto pelo Max 10, afirmou. Rocheleau acrescentou que espera a certificação do modelo de longa distância Boeing 777X na sequência das duas aeronaves da linha Max. Sobre o prazo para essa liberação, ele indicou que pode ocorrer ainda neste ano ou no início do ano que vem, ressaltando que a agência tem deixado a Boeing ditar o ritmo à medida que fornece as informações corretas para que as equipes trabalhem em conjunto. Na semana passada, a fabricante já havia informado que está nos estágios finais para obter a certificação regulatória de uma correção no sistema antigelo dos motores da família Max. A certificação dos modelos Max 7 e 10 acumula anos de atraso em relação ao cronograma original. A Boeing tem enfrentado um processo de aprovação muito mais rigoroso após os dois acidentes fatais envolvendo jatos Max 8, em 2018 e 2019, somado a um escrutínio severo sobre seus sistemas de produção e qualidade após o desprendimento de um painel da cabine em pleno voo em um Max 9 da Alaska Airlines, em janeiro de 2024. Apesar dos gargalos regulatórios, a Boeing já construiu cerca de 30 unidades do Max 7 e nove do Max 10, que aguardam entrega, de acordo com a empresa de análise de aviação Cirium. Atualmente, o Max 10 responde por pelo menos 28% da carteira de pedidos pendentes da linha Max. Os atrasos no processo também envolveram problemas de planejamento por parte da fabricante. O administrador da FAA, Bryan Bedford, revelou na semana passada que a agência e a Boeing aprimoraram os trabalhos de certificação de novas aeronaves, solucionando impasses recentes. “Muitas das nossas dificuldades em responder à Boeing em tempo hábil não eram um problema de recursos na FAA. Era o fato de que a Boeing mudava constantemente suas prioridades”, explicou Bedford. Ele observou que os fluxos de trabalho da agência focados na certificação da empresa aumentaram entre 35% e 40% recentemente. “A Boeing tem agora uma visão muito mais clara sobre como podemos atender às suas necessidades de certificação”, concluiu.