Se pudéssemos perfurar o solo abaixo de nós e descer pela crosta da Terra, ficaríamos rapidamente desconfortáveis.

À medida que a luz do Sol desaparece e nos aproximamos um pouco mais do núcleo fundido do planeta, a temperatura e a pressão aumentam e as águas subterrâneas mais profundas preenchem buracos e rachaduras nas rochas.

Ao atingir profundidades tórridas como 1,3 km abaixo da superfície, é fácil acreditar que nada pode viver ali. Mas, com um pouco de sorte, é possível ver bilhões e bilhões de bactérias, às vezes formando camadas brilhantes, brancas ou alaranjadas.

E, se pudermos levar um microscópio, talvez encontremos até mesmo um minúsculo verme que usa pequenos apêndices na sua boca para se erguer ao longo das rochas. Estamos falando do Halicephalobus mephisto, conhecido como verme-do-diabo, rondando em busca de micróbios.

O animal é minúsculo. Seu comprimento tem apenas a largura de alguns fios de cabelo humanos. Mas ele parece uma baleia neste ecossistema liliputiano.