À primeira vista, parece um roedor comum. No entanto, o camundongo-orelhudo-andino surpreende por sua capacidade de viver a mais de 6.700 metros de altitude, um feito que questiona os limites fisiológicos conhecidos.

Seis anos depois de sua descoberta em alguns dos picos mais altos do mundo, onde se acreditava que vertebrados terrestres não poderiam sobreviver, uma equipe internacional de pesquisadores avança na compreensão da notável resistência desse pequeno animal.

Não maior que a palma de uma mão, o Phyllotis xanthopygus detém vários recordes mundiais, afirma Zachary Cheviron, biólogo da Universidade de Montana e coautor de um estudo publicado na última quinta-feira (9) na revista Science.

"Ele detém o recorde mundial de mamífero que vive na maior altitude do planeta", diz o biólogo. São centenas de metros acima da pika-do-himalaia, que até agora detinha esse título, e em locais onde alpinistas mal conseguem se aventurar e apenas por pouco tempo.

A espécie também possui a maior amplitude altitudinal: vive tanto em regiões de alta montanha quanto no litoral chileno, explica o pesquisador.