Os custos para ter um artigo em um periódico e o tempo do processo editorial adotado por elas são motivos apresentados por pesquisadores para recorrerem a revistas predatórias, que priorizam o lucro em detrimento da qualidade. O quadro consta de um trabalho que saiu em abril na Scientometrics.
O estudo também apontou que pesquisadores de instituições federais e municipais publicam mais em revistas predatórias e que cientistas com estágio no exterior evitam tais periódicos.
O trabalho foi liderado pelo professor Fábio Lobato, do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC) da USP São Carlos, no interior de São Paulo. A pesquisa baseou-se nas respostas de 1.065 pesquisadores, colhidas entre junho e agosto de 2021.
Pesquisadora manuseia células-tronco embrionárias congeladas em laboratório em São Paulo - Mauricio Lima - 4.mar.08/AFP
A ideia para o questionário, segundo o docente, veio após ele próprio publicar em periódicos predatórios. "Fui na lógica de ser uma revista com revisão por pares, e que teve curadoria de colegas pesquisadores. Mas um colaborador de fora do Brasil me alertou que era uma revista predatória."







