Exemplar que desembarcou no país é ainda mais raro do que os modelos de produção e foi usado pela fabricante italiana durante o desenvolvimento do hipercarro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pagani Utopia, hipercarro italiano com produção limitada a 99 unidades; exemplar que chegou ao Brasil é um dos oito protótipos construídos durante o desenvolvimento do modelo e está avaliado em cerca de R$ 60 milhões — Foto: Reprodução Dos apenas 99 Pagani Utopia produzidos para clientes em todo o mundo, um exemplar ainda mais exclusivo encontrou destino no Brasil. O hipercarro avaliado em cerca de R$ 60 milhões não integra a série comercial da fabricante italiana: trata-se de um dos oito protótipos construídos durante o desenvolvimento do modelo, o que o torna mais raro do que qualquer uma das unidades colocadas à venda. A chegada do veículo colocou o país em um seleto grupo de mercados que possuem um Utopia, terceiro automóvel lançado pela Pagani em mais de 25 anos de história, sucedendo os consagrados Zonda e Huayra. O modelo começou a ser desenvolvido em 2018 e levou cerca de seis anos até chegar às mãos dos primeiros clientes, período em que a fabricante italiana construiu protótipos para testes estruturais, aerodinâmicos e mecânicos. Conheça o Pagani Utopia, hipercarro de R$ 60 milhões que chegou ao Brasil 1 de 5 O desenho do Pagani Utopia privilegia linhas limpas e soluções aerodinâmicas integradas à carroceria, sem recorrer às grandes asas traseiras comuns entre hipercarros — Foto: Reprodução 2 de 5 Lançado como sucessor do Huayra, o Pagani Utopia combina motor V12 biturbo de origem Mercedes-AMG com produção limitada a apenas 99 unidades — Foto: Reprodução X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Desenvolvido ao longo de cerca de seis anos, o Utopia utiliza chassi de fibra de carbono e titânio e foi concebido para preservar uma experiência de condução mais analógica — Foto: Reprodução 4 de 5 O Utopia pode ser equipado com câmbio manual de sete marchas, uma raridade entre os hipercarros modernos, que priorizam transmissões automatizadas — Foto: Reprodução X de 5 Publicidade 5 de 5 Na traseira, o escapamento quádruplo de titânio tornou-se uma das marcas registradas do modelo, que entrega 864 cavalos de potência e 112,2 kgfm de torque. — Foto: Reprodução Produzido em apenas 99 unidades, o Pagani Utopia combina motor V12 biturbo, opção de câmbio manual e construção artesanal. O exemplar que desembarcou no Brasil é ainda mais raro: trata-se de um dos oito protótipos utilizados pela fabricante italiana durante o desenvolvimento do modelo O carro que veio para o Brasil é identificado pela inscrição "Utopia R&D", sigla para Research and Development (Pesquisa e Desenvolvimento). Esses veículos foram utilizados pela engenharia da Pagani para validar o projeto antes do início da produção em série. Depois dos testes, alguns acabaram preservados e vendidos a colecionadores, tornando-se peças praticamente únicas no mercado de hipercarros. Apesar da exclusividade, a Pagani resistiu a seguir a tendência de eletrificação adotada por boa parte da indústria. O Utopia mantém um motor V12 6.0 biturbo desenvolvido exclusivamente pela Mercedes-AMG para a marca italiana. São 864 cavalos de potência e 112,2 kgfm de torque enviados às rodas traseiras. Outro detalhe chama atenção em um segmento dominado por transmissões automatizadas: o Utopia pode ser equipado com um câmbio manual de sete marchas. Horacio Pagani defendia que o sucessor do Huayra preservasse uma condução mais analógica, aproximando motorista e máquina em uma época marcada pela eletrônica embarcada e pelos sistemas híbridos. A filosofia também aparece no interior. Em vez de grandes telas digitais, o painel reúne instrumentos analógicos, comandos metálicos usinados e o mecanismo do câmbio completamente exposto. O volante nasce de um bloco maciço de alumínio, enquanto os pedais são produzidos a partir de uma única peça, seguindo o padrão artesanal que transformou a Pagani em referência entre fabricantes de hipercarros. A engenharia foi outro foco do projeto. O chassi utiliza uma combinação de fibra de carbono e titânio, aumentando a rigidez estrutural sem elevar significativamente o peso do conjunto. Na traseira, um escapamento quádruplo de titânio com revestimento cerâmico pesa menos de seis quilos, enquanto a carroceria foi desenhada para gerar carga aerodinâmica sem recorrer às grandes asas traseiras que se tornaram comuns entre esportivos extremos. Embora a identidade do proprietário permaneça em sigilo, reportagens publicadas por veículos especializados apontam que o Utopia pertence a um colecionador brasileiro conhecido apenas como "Júnior", dono de uma das maiores coleções de hipercarros do país e que costuma aparecer em eventos usando capacete para preservar o anonimato.