Mesmo que ainda à nossa espreita, parece que pouca gente se lembra (ou quer se recordar) dos tempos de insanidade pelos quais passamos durante a pandemia. Milhares de mortes diárias, desmandos, medicamento sendo mostrado para uma ema. Tudo passou tão rápido que parece que a ferida ficou aberta apenas para quem perdeu um ente querido, um amigo, e que fica remoendo um eterno "e se?".
Mas o que mais impressiona é que a falta de memória da crise sanitária parece permanecer no cotidiano, em outras tragédias diárias. Perdemos a capacidade de nos sensibilizar?
No domingo passado (26), foi noticiada a morte de um coletor de lixo, Diêgo Rafael da Silva, atingido em uma rua de São Paulo por um veículo de grande porte conduzido por uma pessoa alcoolizada, segundo demonstra a investigação da polícia.
Diêgo tinha apenas 19 anos. Dezenove anos. Deixa uma filha de 1 ano e 3 meses e a esposa grávida.
Uma morte troncha, digna de um país que, como dizia Darcy Ribeiro, é um moinho de gastar gente.









