A conexão entre prazos e jornalismo é óbvia: esta coluna jamais teria sido escrita sem um. Mas os prazos são essenciais para toda organização. São um antídoto contra a procrastinação, lidam com o problema dos retornos decrescentes e estabelecem o ritmo de um ambiente de trabalho, coordenando as atividades de muitas equipes e indivíduos.

Primeiro, a procrastinação. A tendência de adiar as coisas sem um bom motivo é parte fundamental da condição humana. Hesíodo, poeta da Grécia antiga, alertava que os ociosos corriam o risco de nunca encher seus celeiros.

Um artigo escrito publicado cerca de 2.700 anos depois, por Brenda Nguyen e coautores, da Universidade de Lethbridge, constata que as coisas não mudaram muito desde então (além dos celeiros). Em uma pesquisa com cerca de 22 mil indivíduos, eles descobriram que a disposição para procrastinar está associada a rendas mais baixas e menor empregabilidade.

Em outro artigo, Piers Steel e coautores, da Universidade de Calgary, analisaram o comportamento de árbitros trabalhistas responsáveis por solucionar disputas entre empregados e empresas no Canadá. Os árbitros têm muito controle quando se trata de redigir suas decisões: podem, na prática, estabelecer seus próprios cronogramas. Também se espera que ajam rapidamente para resolver os casos.