Moradores relatam torneiras secas, enquanto Iguá Rio faz intervenções 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ao menos 13 protocolos de falta d'água foram abertos entre abril e julho deste ano — Foto: Divulgação/ Nilo Sergio Coimbra Moradores de uma vila localizada na Estrada de Jacarepaguá, na Freguesia, estão com problemas no abastecimento de água há mais de três meses. Das 36 casas do espaço, um terço está com o abastecimento normal, no entanto o restante se divide entre aqueles que a água quase não chega e os que estão totalmente sem o serviço. O problema, segundo os residentes, não é novo, mas se agravou em abril e desde então segue sem solução, apesar das sucessivas intervenções da Iguá, concessionária responsável pelo serviço. Entre os mais afetados está o aposentado Nilo Sérgio Coimbra, de 79 anos, que afirma estar sem água desde o dia 15 de abril. Ao longo desse período, ele abriu 13 protocolos junto à concessionária, mas conta que o abastecimento nunca foi restabelecido. Para cozinhar, beber e atender às necessidades básicas do dia, passou a comprar água mineral diariamente. — Não é que a Iguá não venha aqui, mas eles não solucionam o problema. Várias equipes vêm, entram no buraco que eles fizeram e vão embora sem explicações. Continuo sem água e sem respostas — afirma Coimbra. Ele e a mulher, de 81 anos, contam com a ajuda da vizinha Neide Mendonça, de 69 anos. Embora também enfrente problemas, pois na casa dela a água chega com pouca pressão, ela consegue juntar água para ela e para o casal que mora há poucos metros de sua residência. — Todo fim de tarde eu coloco água em uns baldes para eles. É uma situação muito chata, estamos em 2026 e um casal de idosos depende da solidariedade dos vizinhos para ter água em sua casa — diz Neide. Os moradores dizem que esse problema é um velho conhecido. Eles relatam que as falhas no abastecimento começaram ainda na época da Cedae e dizem que , a situação melhorou na transferência para a Iguá, mas voltou a ser recorrente no segundo semestre do ano passado. No entanto, desde abril, equipes da concessionárias realizam visitas a pedido dos moradores, e a situação segue sem resolução. A principal suspeita dos moradores é que a tubulação esteja obstruída de alguma forma. Parra eles, se a primeira parte da vila recebe o abastecimento normal, mas o restante não, é porque há algum problema na rede. Além da escassez de água, há críticas em relação à falta de comunicação da concessionária. Segundo Neide, cada equipe enviada ao local desconhece as intervenções anteriores. Procurada, a Iguá Rio informou que mantém equipes na vila realizando medidas corretivas na rede de abastecimento. A concessionária acrescentou que dará continuidade às ações necessárias para implementar uma melhoria estrutural na rede que atende o endereço.