Os impactos da mudança climática, que advém do aquecimento global causado pela queima de combustíveis fósseis, diferem de acordo com as regiões dos países e os estratos populacionais. Governos precisam, portanto, considerar essas desigualdades para alocar recursos de forma racional.

Um diagnóstico nesse sentido foi lançado recentemente pela Unicef e a ONG Vital Strategies. O Painel Crianças e Meio Ambiente é uma plataforma online que apresenta dados sobre a exposição a riscos ambientais na infância e na adolescência em 5.571 municípios brasileiros.

O levantamento avalia 14 indicadores que articulam fenômenos ambientais (eventos climáticos extremos e qualidade do ar), a cobertura de serviços públicos (acesso a água, rede de esgoto e coleta de lixo) e um recorte diretamente infantil (proporção de crianças e adolescentes em moradias e escolas precárias).

Os indicadores foram classificados em níveis de prioridade. Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm maior concentração de cidades com 10 ou mais indicadores em situação de alta prioridade —o que indica necessidade de ação imediata. No Norte, em torno de 42% dos municípios se enquadram nessa definição, ante 6% nas outras duas regiões.

Das 30 cidades que apresentam maior vulnerabilidade climática para crianças e adolescentes, 24 estão no Norte, 4 no Nordeste e 2 em Mato Grosso.