0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Faria Lima 4440 — Foto: Reprodução / Google Street View A compra de uma fatia de 50% no Faria Lima 4.440, um dos edifícios mais icônicos do coração financeiro de São Paulo, virou um processo sancionador — isto é, com acusação formulada e que vai a julgamento — na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), apurou a coluna. A CVM iniciou investigação para “apurar irregularidades” na aquisição de metade do imóvel pelo fundo imobiliário VBI Prime Properties (PBVI11), gerido pelo grupo Pátria Investimentos. O veículo já detinha metade do Faria Lima 4.440 e, em 2023, adquiriu a outra metade. A transação superou R$ 370 milhões. A coluna apurou que, embora o VBI Prime Properties tivesse direito de preferência, ele acabou disputando o imóvel com um fundo administrado pela Ouribank e que tinha por trás a Barzel Properties, do ex-Cyrela Nessim Daniel Sarfati. Segundo uma fonte, o fundo do Pátria acabou levando o ativo, mas, na mesma época, denúncias anônimas foram enviadas à CVM apontando que houve supostas irregularidades nos ritos da aquisição. R$ 2,8 bilhões Ainda não estão claros os detalhes da acusação da CVM porque o processo não é público, mas são acusados a Pátria VBI Real Estate, gestora do fundo, e o BTG Pactual Serviços Financeiros, que presta serviço de administração para o fundo, além de executivos e ex-executivos de ambas as empresas. Procurado, o Pátria Investimentos disse que ainda não teve acesso ao teor do processo, mas que “atua de forma transparente e sempre no melhor interesse dos cotistas dos fundos sob sua gestão, em estrita observância à legislação e à regulamentação aplicáveis”. O BTG não comentou. O PBVI11 tem quase 183 mil cotistas e R$ 2,8 bilhões em valor patrimonial. O Faria Lima 4.440 tem entre seus inquilinos companhias como Vtex e UBS.