São Paulo possui 131 municípios que requerem obras imediatas para assegurar a oferta de água nas próximas três décadas, segundo a Sabesp.

Praticamente todas as cidades da Região Metropolitana de São Paulo —incluindo a capital paulista— e da Baixada Santista estão na lista de localidades que dependem de intervenções para enfrentar déficits futuros. No interior, a região do Vale do Paraíba e os entornos de Sorocaba, Bauru e São José do Rio Preto também são pontos de atenção.

A concessionária responsável pelo abastecimento no estado afirma que não há risco de faltar água no presente. A estabilidade é garantida por uma série de medidas adotadas para equilibrar oferta e demanda, como a redução de pressão noturna continuamente em prática desde o ano passado, medida que tem gerado reclamações de falta d’água em alguns bairros da cidade de São Paulo.

Na metrópole paulistana, a urgência de intervenções estruturantes é explicada pela localização desfavorável à obtenção de água. A região é um caso singular no mundo de enorme conurbação que se desenvolveu sobre uma área de cabeceira de rios, onde a vazão é naturalmente baixa.

Uma grande interligação entre reservatórios na Grande São Paulo e reformas de três estações de tratamento são as obras mais importantes do plano de segurança hídrica e contingência da concessionária para atender demandas regionais projetadas até 2060.