Michael Burry, o investidor que ficou famoso em "A Grande Aposta", alertou sobre uma bolha de inteligência artificial. O mesmo fez Dean Baker, economista que identificou a bolha imobiliária nos Estados Unidos antes da crise financeira de 2008. Até Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, expressou cautela.

Mas no Vale do Silício, algumas pessoas estão menos preocupadas. Na verdade, dizem elas, uma bolha pode ser algo bom.

Em particular, investidores de capital de risco, os otimistas que assumem riscos e fornecem dinheiro para startups, veem a efervescência como uma parte necessária da máquina de inovação. A empolgação criada por uma bolha pode impulsionar novas descobertas, segundo essa linha de pensamento.

"Bolhas fazem parte da tecnologia e da inovação", disse Tomasz Tunguz, investidor da firma de capital de risco Theory Ventures. Esses frenis são importantes para permitir que infraestruturas cruciais sejam construídas, mesmo que levem a alguma "destruição de capital" no caminho, acrescentou.

É um refrão comum na capital tecnológica do país. De que outra forma empresas arriscadas e de ponta podem atrair o dinheiro, o talento e a empolgação de que precisam para construir o futuro?