Ruptura do intestino é considerada rara durante o exame, indicado para identificar alterações intestinais, como casos de câncer 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mulher morre após ter intestino perfurado durante colonoscopia. — Foto: Reprodução / Redes Sociais Uma agente de organização escolar morreu, na última, quarta-feira, no Hospital Municipalde Ermelino Matarazzo, em São Paulo, após ter o intestino perfurado durante um exame de colonoscopia. Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência, mas não resistiu às complicações. Ao g1, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse que abriu uma sindicância interna junto à clínica responsável pela realização do exame, que presta serviço há 25 anos no hospital, para apurar as circunstâncias do incidente. Quais são as complicações comuns de uma colonoscopia? A colonoscopia é um procedimento frequentemente usado para rastrear o câncer de intestino que tem sido realizado por gastroenterologistas desde que foi introduzido em 1969. Durante o procedimento, os médicos guiam um tubo longo e flexível chamado endoscópio no reto e no cólon. Uma câmera na extremidade do endoscópio permite que os médicos vejam o interior do cólon e removam pólipos que podem se tornar cancerosos. — A colonoscopia é muito, muito segura — explica Avinash Ketwaroo, gastroenterologista especializado em procedimentos endoscópicos no Colégio de Medicina Baylor, em Houston, ao The New York Times: — Tem sido extraordinariamente bem-sucedida na redução do risco de câncer de intestino. O especialista afirma que milhões de colonoscopias são realizadas nos Estados Unidos a cada ano, por exemplo, e que são necessários anos de treinamento em centenas de casos antes que um gastroenterologista possa realizá-las independentemente. Riscos graves do procedimento são raros. Eles incluem a perfuração (uma pequena ruptura no intestino que geralmente ocorre em menos de um em cada 1.000 pacientes), sangramento (que pode ocorrer com a mesma frequência em dois ou três em cada 100 pacientes, especialmente se um pólipo for removido ou se o paciente estiver usando um anticoagulante) e infecção. A anestesia utilizada para o procedimento também traz riscos. Embora menos grave, o desconforto abdominal não é incomum após a colonoscopia, explica Kavel Visrodia, gastroenterologista do Centro Médico Irving da Universidade de Columbia, que estuda a melhoria da segurança da endoscopia. Cólicas ou inchaço após o procedimento geralmente são causados ​​pelo dióxido de carbono usado para inflar o cólon e visualizar melhor possíveis pólipos. — Normalmente, esse desconforto diminui dentro de algumas horas após o procedimento, à medida que o gás é reabsorvido ou eliminado — ele esclarece. Como evitar riscos da colonoscopia? Segundo informações do A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, há diversas etapas de preparo para o exame que são essenciais para garantir a realização adequada e segura da colonoscopia. Entre elas, a limpeza intestinal, deixando o órgão totalmente livre de resíduos fecais e, assim, permitindo a visualização de toda a superfície da mucosa interna intestinal. Para isso, pode ser feita a administração de medicamentos como Manitol, Dulcolax (ambos laxantes) e também a ingestão de, no mínimo, 2 litros de líquidos de coloração clara antes do exame. Além disso, alguns remédios de uso contínuo devem ser suspensos antes da colonoscopia: Pausa 7 dias antes do exame: Warfarina (Marevan e Coumadin), Clopidogrel, Prasugrel, Ticlopidina, Ticagrelor;Pausa 48 horas antes do exame: Dabigatrana, Xarelto, Apixabana e Sulfato ferroso;Pausa 24 horas antes do exame: Enoxaparina (Clexane). Aspirina pode ser tomada normalmente se o uso for de até 200 mg ao dia. Caso sejam utilizadas doses maiores, a suspensão deverá ocorrer 5 dias antes do exame. "Todos os medicamentos acima citados necessitam de pausa, pois há a possibilidade da realização de biópsia e/ou de remoção de pólipos durante o exame, e a manutenção deles aumenta o risco de sangramentos", diz a instituição. Se o paciente tiver diabetes, é preciso suspender, no dia do exame, o uso de hipoglicemiantes devido ao tempo prolongado de jejum. Após a realização do exame, o paciente é encaminhado para a sala de recuperação, onde permanecerá em repouso por, em média, 40 minutos, podendo variar de pessoa para pessoa e conforme a resposta à medicação sedativa. Não há contraindicações absolutas para o exame, mas pacientes com debilidade clínica podem necessitar de maiores cuidados para o preparo intestinal, a sedação e durante o exame. Além disso, pacientes com obstrução intestinal podem apresentar restrição para o preparo intestinal convencional, por via oral.