No dia 1º de novembro de 2014, participei com o jurista Joaquim Falcão de painel em congresso de magistrados catarinenses. No intervalo, Falcão quis saber minha opinião sobre a reeleição, dias antes, da presidente Dilma Rousseff (PT), com 51,64% dos votos válidos.
Percebi que Falcão não compartilhava meu receio diante do país que saíra das urnas dividido.
Em seu novo livro ("A Oligarquia dos Poderes e a Crise da Democracia"), ele mantém a opinião: "Não partilho a visão de que o presente é deserto das esperanças, alimentado por um Brasil partido e radical".
Falcão sustenta a tese de que juízes, parlamentares e membros do Executivo usam o próprio Estado para se beneficiar, se proteger e se perpetuar.
Em 2008, então professor da FGV Direito Rio e conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Falcão foi relator no caso de um juiz de Goiânia, sócio de um curso jurídico. Determinou ao juiz o desligamento da sociedade.










