Durante o primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump, o vice-presidente J. D. Vance atuou principalmente como o "durão" designado pela Casa Branca. Em vez de suavizar a aspereza de Trump, ele foi incumbido de ser (ou escolheu ser) mais duro que o próprio presidente —fosse pressionando publicamente o presidente ucraniano Volodimir Zelenski, defendendo a repressão à imigração em Minneapolis ou realizando uma viagem simbólica à Groenlândia, o objeto gelado do desejo do presidente.

Nos últimos meses, o papel de Vance mudou. Ele foi o principal cético interno quanto à decisão do presidente de atacar o Irã e, posteriormente, tentou atuar como o diplomata capaz de desatar o nó iraniano. Ele também embarcou em uma turnê de lançamento de livro, de certa forma culturalmente conciliadora, e viu o nascimento de um novo filho.

Como considero a guerra com o Irã uma insensatez e uma armadilha, prefiro muito mais essa versão da vice-presidência de Vance àquela que parecia absorvida por uma política conservadora movida por impulsos viscerais.

Em contrapartida, embora eu tenha considerado a atuação de Marco Rubio em seu primeiro ano como secretário de Estado extremamente eficaz, sua postura em relação ao Irã tem sido marcada pela esquiva: ele deixa que outras autoridades assumam os riscos —seja para abraçar a guerra ou buscar a paz— enquanto mantém suas próprias opções em aberto.