Eleições 2026
A eleição de outubro é analisada com uma lupa e analistas divergem sobre a estratégia perfeita para chegar ao Palácio do Planalto, mas existe um ponto que todos os estudiosos e caciques partidários concordam: todo voto conta. Apesar de o maior esforço das campanhas se concentrar no voto evangélico e católico, que representam 56,7% da população brasileira, os sem religião podem ser os fiéis da balança do pleito.
Na avaliação do doutor em demografia José Eustáquio Diniz Alves, a cizânia entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Michelle Bolsonaro, marcada pela denúncia feita pela ex-primeira-dama e uma posterior reaproximação para a contenção de danos, deve reduzir parte da força que o pai, Jair Bolsonaro (PL), teve entre os evangélicos.
A reconciliação da ex-primeira-dama com o enteado, para Eustáquio, não deve trazer grandes mudanças no cenário geral. “Pode ajudar na conquista de voto, especialmente o do campo evangélico, mas ainda não é certo de que será suficiente para virar o jogo e garantir a vitória dos Bolsonaros. Por enquanto, não muda o quadro global”.
Uma eventual fuga das bíblias, com os evangélicos migrando do PL para outros nomes da direita como Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), não deve se repetir no confronto direto Flávio-Lula. “No segundo turno, que tudo indica que vai ser Lula e Flávio, ele retoma, recuperando parte desses evangélicos que teriam ido para o Renan, para o Caiado ou para o Zema”. Ainda assim, o teto do candidato deve ficar bem abaixo do que o pai alcançou.












