Eleições 2026
Boas novas: as pesquisas da reta final da pré-campanha de 2026 trouxeram um dado animador para a democracia, com a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula entre o eleitorado evangélico diminuindo consideravelmente. Na Quaest divulgada em 15 de julho, o filho do ex-presidente Bolsonaro marcou 53% das intenções de voto contra 31% do atual presidente. Esses 22% de diferença são bem menos do que os 36% de maio, quando Flávio registrou 61% da preferência dos crentes e Lula apenas 24%.
Esse retrato atual das pesquisas quantitativas já estava sendo captado nas pesquisas qualitativas com grupos focais que o Observatório Político e Eleitoral e a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito realizaram entre abril e julho de 2026. Dos 84 grupos que o OPEL realizou, 26 foram integrados somente por pessoas evangélicas e que se somam aos 20 grupos focais que fizemos desde 2023. Trata-se, portanto, de uma amostra significativa, com mais de 250 crentes de 12 capitais brasileiras em 2026, e que nos permitiu elaborar consistentemente sobre o comportamento político dos evangélicos.
Vale destacar que o termo evangélico virou, nos últimos anos, mais do que o pertencimento religioso. Ele tem sido usado como um carimbo que, na maioria das vezes, determina que aquela pessoa deve ser tratada com suspeição, que não tem autonomia para fazer as próprias escolhas, capturadas por projetos políticos antidemocráticos. Esse destaque é fundamental para explorar nossos achados.






