Gleidson Azevedo é cotado para concorrer a deputado federal pelo PL; outros aliados também saíram em defesa do parlamentar e criticaram a articulação feita para lançar Marcelo Aro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão do senador Cleitinho Azevedo — Foto: Reprodução/Redes sociais Cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo (PL-MG) afirmou que considera "deixar a política" após o veto do Republicanos à candidatura ao governo de Minas do irmão gêmeo, o senador Cleitinho Azevedo. A hipótese foi levantada por ele em um vídeo publicado nesta quinta-feira, no dia seguinte à nota publicada pela direção nacional do partido que desautoriza o lançamento da candidatura do parlamentar e o critica por "sinais contraditórios" nos últimos meses. — Esses dias não estão sendo fáceis, não. Sinceramente, eu estou pensando em não ser mais candidato a deputado federal e largar a política — disse Gleidson na gravação. — Por que um cara igual ao meu irmão, simples e do povo, que está liderando as pesquisas e não vai usar o fundo eleitoral, não pode ser candidato a governador? No vídeo, Gleidson também pede aos seguidores que compartilhem o vídeo para "sensibilizar" os deputados Euclydes Pettersen, que preside o Republicanos em Minas, e Marcos Pereira, que comanda o diretório nacional da sigla. O ex-prefeito também afirma "o sistema não quer Cleitinho" e diz que "poucos políticos estão se mobilizando" em defesa do senador. Em entrevista coletiva concedida em Divinópolis na noite de ontem, Cleitinho disse que sairia candidato, mesmo após o veto do Republicanos, e criticou a articulação feita nos bastidores pelo partido, em conjunto com integrantes do PL e da federação União-Progressista, pelo lançamento do ex-secretário estadual da Casa Civil Marcelo Aro (PP). Divisão da cúpula do PL Além do apoio do irmão, o senador recebeu, pelas redes sociais, manifestações de apoio de aliados como o deputado federal Maurício do Vôlei (PL-MG). Contrário a Aro, o parlamentar acusou o parlamentar de "traição" ao acordo firmado com o atual governador Mateus Simões (PSD), que previa a indicação do aliado para o Senado em sua chapa. — Eu vou com o Cleitinho até o final. Se o Cleitinho não vir, Marcelo Aro eu não apoio jamais, jamais. A traição que ele está fazendo com o governo do Mateus Simões e do Zema é uma coisa bizarra — disse Maurício. — O cara que faz isso com as próprias pessoas que deram estrutura para ele trabalhar, agora ele vira contra, imagina o que ele fará com os mineiros. Então, se o Cleitinho não vier, eu vou com outro. Também aliado a Cleitinho, o deputado federal Junio Amaral (PL-MG) afirmou que o Republicanos deu uma "rasteira" no senador e diz que "tem muita coisa podre por trás dessa decisão". “O plano número um do PL é Cleitinho, que lidera as pesquisas e ganharia no primeiro turno, até o próprio Aro sabe disso e não viria candidato se o senador viesse", afirmou o deputado em nota. Como mostrou o GLOBO, a direção do PL também trabalha para convencer o senador Flávio Bolsonaro (RJ) a apoiar Aro, já que o pré-candidato ao Planalto demonstra preferência por lançar uma candidatura própria. O presidenciável avalia que um candidato filiado ao PL teria mais liberdade para nacionalizar a campanha em Minas e dedicar sua estrutura à defesa de sua candidatura ao Planalto. O favorito de Flávio continua sendo o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). O nome do ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli também permanece no radar caso Roscoe não avance.