Partido, em nota, havia sinalizado que senador não representará a sigla na disputa ao governo Senador Cleitinho (Republicanos-MG) em discurso à tribuna — Foto: Carlos Moura/Agência Senado O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou nesta quarta-feira (29) que será candidato ao governo de Minas Gerais pelo Republicanos. A afirmação foi feita em um pronunciamento nesta noite em resposta a uma nota divulgada de manhã pela direção do partido, em que a legenda sinalizou que o parlamentar não seria mais candidato. Durante o pronunciamento, o senador também anunciou como seu pré-candidato a vice Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas (MG) e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), também filiado ao Republicanos. "Não sou só eu que quero. Tem quase 50% da população dizendo que quer que eu venha candidato, que as pesquisas dizem isso. Não concordo com essa questão do 'timing'", afirmou Cleitinho, fazendo referência a uma afirmação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sobre a demora do senador em confirmar se aceitaria ser candidato. Cleitinho disse que, desde o ano passado, tem dito ao partido que será candidato se estiver liderando as pesquisas de intenção de votos. "Falei com toda humildade, se chegar até agosto e estiver liderando pesquisa eu concorro à eleição", afirmou. O senador disse que existe muita "conversa fiada" a respeito da sua candidatura e chamou de canalhas quem diz que ele não cumpre o que promete. "Eu não tenho lobby com patifaria. O que eu prometer eu vou cumprir. Não vai ter mais apreensão de carro em Minas por falta de IPVA. Eu não falei que ia acabar com o IPVA. O que eu puder fazer para reduzir o IPVA, eu vou fazer. E vou compensar isso com taxação em cima das mineradoras", disse. Cleitinho acrescentou que pretende dialogar com o governo federal para discutir a questão da dívida do Estado com a União. Cleitinho disse ainda, sobre a possibilidade de apoiar outro candidato que for escolhido pelo Republicanos: "Vocês não me conhecem. Se eu não vier candidato não vou apoiar essa chapa", afirmou. Ele desconversou sobre a possibilidade de sair do Republicanos, caso o partido não volte atrás na decisão de desistir da sua candidatura. "Cara, vamos resolver uma coisa de cada vez, primeiro vou ser candidato a governador", disse. O senador disse que tentou falar com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, nesta quarta-feira, mas não conseguiu. E vai tentar falar com ele amanhã. Ele também disse que havia informado Pereira no domingo (26) que seria candidato e que havia explicado que faltou à convenção do partido no dia anterior porque estava 'sem cabeça' devido ao luto pela morte do irmão Matheus Azevedo, falecido no dia 18. "Eu entendo que o partido precisa fazer coligações, eu entendo que é legítimo o partido negociar. Como é legítimo também eu passar por essa dor", afirmou. Segundo Cleitinho, a reunião que houve na terça-feira entre PP, União Brasil e PL não contou com a participação do presidente do Republicanos. "Que partido vai querer perder um candidato como eu, que tem quase 40% de intenção de votos?", questionou. Cleitinho pediu desculpas ao partido e ao presidente do Republicanos e acrescentou que havia recebido o prazo até hoje para dizer se sairia candidato. "Estou dizendo que vou ser candidato. Espero que essa direita que diz que quer se unir se una agora comigo", arrematou.