A assessoria de Cleitinho ainda não informou se ele permanece no partido. Pela legislação eleitoral, ele não pode trocar de legenda agora (entenda mais abaixo). A divergência ocorre em um momento em que o calendário eleitoral já impõe restrições a eventuais mudanças de estratégia. Isso porque, na prática, a palavra final sobre a participação de um político nas eleições cabe ao partido, responsável pelo registro dos candidatos. A informação sobre a desistência foi confirmada à GloboNews pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (REP-SP), por volta das 10h20. Já a negativa da assessoria de Cleitinho foi divulgada cerca de 40 minutos depois. O que diz a lei Nesse cenário, uma eventual candidatura de Cleitinho ao governo de Minas teria de ocorrer pelo partido ao qual ele estava filiado na data-limite estabelecida pela Justiça Eleitoral, o Republicanos. Pelas regras eleitorais brasileiras, não existem candidaturas avulsas. Para disputar uma eleição, o candidato precisa estar filiado a um partido político e ter sua candidatura registrada pela legenda junto à Justiça Eleitoral. A legislação também prevê mecanismos de controle das direções partidárias, permitindo, por exemplo, que executivas nacionais intervenham em diretórios estaduais em determinadas situações. Interlocutores ouvidos pelo blog do Valdo Cruz reforçaram que Cleitinho não será candidato, uma vez que "passou o tempo" e ele "perdeu o timing". A controvérsia ocorre apesar de Cleitinho aparecer na liderança da pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28). Em nota, o Republicanos afirmou que "a ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos, apesar das justificativas pessoais, representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis". O texto, assinado pelas executivas estadual e nacional do partido, prossegue: "o partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo". Cleitinho (Republicanos-MG) — Foto: Agência Senado/Reprodução Indefinição O irmão afirma: "Vá e faça o que precisa ser feito. Nosso pai e eu estamos sendo muito bem cuidados aqui em cima. Estaremos orgulhosos de você. Seja forte e corajoso. Não olhe nem para a esquerda nem para a direita, siga em frente". O PL aguardava uma definição de Cleitinho para acertar o palanque do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, em Minas Gerais. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou que o senador perdeu o timing. "Cleitinho muda de ideia toda hora. Perdeu o timing até com o partido, com o Marcos Pereira. Ele é um bom senador. Mas, para o Executivo, vai ter dificuldade. O mineiro é educado, calmo. Cleitinho, daquele jeito mais intenso, não vai conseguir vencer no segundo turno", afirmou Valdemar. O Republicanos vai apoiar o ex-secretário de Governo de Minas Gerais Marcelo Aro (PP). O apoio foi oficializado em reunião realizada na terça-feira (28), com a participação de Aro, Flávio Bolsonaro e Marcos Pereira, por videoconferência. Aro seria candidato ao Senado na chapa à reeleição do atual governador Mateus Simões (PSD). Mas a entrada do senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, no PSD acabou inviabilizando esse plano. Com isso, o ex-secretário decidiu lançar candidatura ao governo do estado.
Republicanos diz que Cleitinho não será candidato em MG, mas senador nega; o que diz a lei eleitoral | G1
Presidente nacional do partido confirmou à GloboNews que senador está fora da disputa pelo governo mineiro, mas assessoria de Cleitinho contradisse informação. Prazo para filiação partidária das eleições de 2026 terminou em abril.











