A entrada em operação plena de um trecho da linha Ouro-17 do metrô de São Paulo, com 8 estações, beneficiará os passageiros do Aeroporto de Congonhas com um primeiro resultado, ainda que limitado, de integração ao sistema de transporte sobre trilhos da cidade. No futuro, serão 18 estações nesta nova linha. Por enquanto, o monotrilho está em fase de testes, em operação assistida, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.
A conexão com as linhas 5 e 9 do Metrô e da CPTM permitirá aos passageiros de Congonhas fazer conexões com locais como Avenida Paulista, Jardins, Liberdade, Pinheiros, Vila Madalena e Centro, que concentram parte relevante da oferta de hospedagem e das atrações de interesse turístico na cidade.
Mas falta muito ainda para integrar de fato o aeroporto a esses modais de transporte de grande capacidade. Os passageiros, sejam residentes em São Paulo ou visitantes, anseiam por adotar o metrô como meio de sair ou chegar a Congonhas, se livrando dos altos custos do transporte e do tempo perdido em engarrafamentos. Atingir esse objetivo leva tempo e exige políticas públicas para fazê-lo, entre elas a facilitação do acesso e a promoção do uso.
E uma das barreiras que se vê na nova linha é tecnológica: não há bilheterias com funcionários, apenas máquinas de autoatendimento. Essa lacuna dificulta a compra de bilhetes não apenas por turistas, mas também por pessoas idosas ou de baixo letramento digital. Fica a lição de casa para o governo do Estado.










