Das sete linhas antes operadas pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), seis já foram concedidas à iniciativa privada, duas delas em 2022. A última que permanece estatal é a 10-turquesa. Todas continuam sofrendo com os problemas de sempre: lentidão, superlotação nos horários de pico e falhas elétricas. E a privatização não trouxe até agora melhorias ao sistema.
Mas fazia tempo que não se via algo comparável ao que aconteceu quinta-feira (23) na linha 12-safira, agora concedida à empresa Trivia Trens, que havia assumido a operação dois dias antes. Uma composição pegou fogo e milhares de paulistanos enfrentaram sérios transtornos. O problema foi tão grave que o governo prorrogou por 90 dias o início da concessão. É um sinal de que a privatização, às vezes, pode ser uma decisão temerária.
Em São Paulo —estado e município— hoje só se fala sobre conceder serviços e espaços públicos para a iniciativa privada sem que se possa entender com exatidão os motivos que existem por trás disso. Não há critérios seletivos.
Os governos defendem a entrega de seus equipamentos a empresas como algo vantajoso para a população, capaz de atrair investimentos e gerar retorno para os cofres públicos, mas não se aprofundam no assunto para analisar alguns efeitos colaterais.













